A DE E

mensagens dos corações mais amenos
- textos grandes em espaços pequenos...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

devaneio de um dia entre os dias o melhor sempre com valentia se pressente

nesse devaneio
num olhar
num sonho
de um mundo cheio
de amor para se dar
nesse  imaginar de novo
oh! travesseiro que se abraça!
oh! sonhos de falar como povo...
com quem
por nós
atravessa a mais fina vidraça

esse ser olhado por dentro
sonhado imaginado
 amigo sem fim
esse ser admirado
por fora de ti e de mim
forjado
lentamente  re-descoberto
sem qualquer papel  rasgado
nem carta nem assim sendo lesto
o seu reconheceroh sofrega paixão que tudo anseias
oh compaixão do amor que bem a vejas e a deixes a seu próprio passo a passar e quando  passe toda ela de cântaro a cântaro cheio, ambas em uníssono saberão assim celebrar...
quais copos bem  preenchidos - profundos os seus leitos e altos os seus caudais - rios que trespassam pontes -   as que se festejam - por unir margens sem deixar de avançarem os vivos ecos a transparecer em festas quais estas  de saber largar ou preencher até ao próximo enchente no que as margens se trocam quase se tocam estando assim tão fino o fio  e tão alto o pingente dessa nascente a celebrar por vezes orvalhos por vezes palavras de vidro e agua em sal a se misturar...

que tinem ao se saberem centrar e o cristalino eco desses copos de alta sina e cimeira espuma a saber soprar viajam de estima a estima uma e outra vez sem cessar...
e aos ouvidos soam qual o bem beijar o bem olhar o bem levar a mão ao lugar mais profundo do abraço desse pequeno confim ao fim do mundo e desse saber esperar por vezes nesse lugar perfeito meio ameio assim estando quando dois soam a serem um nesse lugar se encontram todo o pranto e a melodia e sintonia do ser maior essa que evoca a vida!

apenas o bel presente oferecido
da via da vida amiga amigo
que se vai fazendo por dentro de  ti
qual a maravilha mais ansiada
quala novidade mais esperada
qual a estória mais requintada
que ouviramos ouvir  dizer

e quando se vai
e enquanto se vai
...desvanecendo...
o papel de embalo
fica bem por  dentro
e embalamos!
o que veio em nós
a crescer e em cada
gesto  teu e meu
nosso seja
suave e lento
rápido qual o instrumento
que depois poe toda aterra a gemer

e o  espólio
do que se sonhou
p'rece que sobeja
para dar de beber
gotas de amores!
a quem se estender
e  discorrer sobre uma tal manta fluida
esse que é qual caminho
que se encontra passo apasso
de vida empropria vida
e conta  maiores louvores
e quanto
e quando
e  quem mais se encontre

nessta linha de uma ode em espiral
mais se  encerra e mais cresce qual acordeão
qual coração que se deixa desnudar para depois aprender a  se dar e doando
em pleno tom e toque estando entre tanto canto que agora se vai ouvir
inspira e suspira a palavra amiga! suspira ali a onde ainda se bem diga
a quem suspira pelo verso a começar o coração se preenche e depois se doa
para de novo voltar e cuidado nessas letras de carmesim pudor de vermelho e doirado para quem se doa em amor
que sejam entregues dia a dia e não apenas num só que sejam quais esperanças esguias... guias desse aperto que entrelaça sem dar o nó...

pelo papel  molhado de tinta vermelha quais rosas possas tu encontrar...
e dessas as que mais  queimam são as que já sabes assim  pegar...

ao de leve sem querer agarrar apenas ao seu pé despojado de forças com a sua legitima intima sensibilidade se entrega um cantar de novo... o encontro desse tal - efemeridade - que nos deixa de boca aberta esperando o seu voltar pois fenece aonde mais aparece e volta depois  qual eco a se dar
qual  lampejo qual  relâmpago e qual tom sobejamente desperto

no retombar por entria  mão a pegar e o abraço não dado e o beijo
ah! o beijo sempre prometido tido como tido e nunca levado!

quando dos espinhos se deixou marca no passo dado...
e desse passado surgem ecos de vida de  riso de amor
à verdade e quantos... quantos dígitos  assim bem estabeleceste em acto palavra em gesto descreveste
e as gemas mais consideradas arriscaste a perforar... suaste nessas pianíssimas noites... serenas notas apenas.... de cantigas que  nunca ousaste cantar e em segredos ditos de mansinho... ao ouvido todas elas a aspirar... se soam ditas com cuidadinho... ao centro do peito sabem chegar;

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